Acompanhamento do meu progresso

Psicólogo Francisco Ivani Lopes - Psicoterapia e Saúde Mental em Lauro de Freitas

Psicólogo Francisco Ivani Lopes

CRP: 03/31258

Especialista em Saúde Mental e Terapias Cognitivas
Entrevista Inicial

FICHA DE EVOLUÇÃO – TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL (TCC)

Paciente:

Data:  Sessão:

Terapeuta: Francisco


1. Check-in emocional e avaliação de humor


2. Revisão da tarefa de casa


3. Definição da agenda da sessão


4. Conteúdo da sessão e intervenções


5. Evolução observada na sessão


6. Tarefa de casa proposta


7. Avaliação final da sessão


8. Observações clínicas (uso interno do terapeuta)

A ficha de evolução do paciente

É um documento clínico obrigatório que deve seguir normas éticas, técnicas e legais. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), ela precisa ser objetiva, estruturada e centrada no progresso terapêutico.

1. Clareza e Objetividade
Use linguagem técnica, mas clara. Evite jargões vagos ou adjetivos sem sustentação (ex: “melhorou muito” — prefira “reduziu a frequência de pensamentos automáticos de 5x/dia para 2x/dia”).

2. Foco clínico (não descritivo nem opinativo)
Registre o que foi trazido, o que foi feito, e o que se observou clinicamente. Exemplo:

Correto: "Paciente relatou pensamento automático: 'sou incapaz'. Foi aplicada reestruturação cognitiva."
Evite: "Paciente parece estar melhor, mas ainda insegura."

3. Contemplar os 4 eixos essenciais da sessão
Uma boa ficha de evolução cobre:

  • Demanda / conteúdo trazido pelo paciente
  • Intervenções realizadas (técnicas cognitivas e comportamentais)
  • Resposta do paciente às intervenções
  • Plano de continuidade (tarefas, objetivos, próximos passos)

4. Monitoramento contínuo
Registre aspectos comparativos entre sessões: humor, adesão, sintomas, insights, funcionamento geral. Isso evidencia a evolução do paciente ao longo do processo.

5. Ética e confidencialidade

  • Não use apelidos ou julgamentos de valor
  • Guarde em local seguro (físico ou digital criptografado)
  • Permita acesso apenas ao terapeuta ou equipe autorizada
  • Evite escrever qualquer informação que o paciente não consentiu ou que não tenha relevância clínica

6. Possuir lógica sequencial
Cada anotação deve estar em continuidade com a anterior. A evolução deve ser progressiva e coerente com os objetivos do plano terapêutico.

7. Possuir registro de data e identificação
Toda ficha deve conter:

  • Data da sessão
  • Número da sessão (ou fase do tratamento)
  • Nome completo do paciente
  • Nome do profissional
  • CRM/CRP, se necessário (especialmente em clínicas ou supervisão)

✅ Resumo da Ficha de Evolução – TCC

1. Check-in emocional e humor inicial:
– Avaliação subjetiva (0 a 10) do humor e emoções predominantes no início da sessão.
– Permite acompanhar o estado emocional ao longo do processo terapêutico.

2. Revisão da tarefa de casa:
– Verificação se o paciente realizou o que foi combinado.
– Identifica barreiras, resistências e progressos práticos.

3. Definição da agenda da sessão:
– Pauta colaborativa entre paciente e terapeuta.
– Direciona os principais tópicos a serem trabalhados na sessão.

4. Conteúdo da sessão e intervenções:
– Eventos significativos discutidos.
– Pensamentos automáticos e distorções cognitivas identificadas.
– Técnicas utilizadas (psicoeducação, questionamento socrático, mindfulness etc.).
– Novos aprendizados ou reestruturações cognitivas.

5. Evolução observada na sessão:
– Indícios de progresso terapêutico: redução de sintomas, insights, engajamento etc.
– Registro do desenvolvimento clínico ao longo do processo.

6. Tarefa de casa proposta:
– Ações a serem realizadas entre sessões.
– Deve ser compreensível, viável e alinhada com os objetivos terapêuticos.

7. Avaliação final da sessão:
– Humor final (0 a 10) e fala espontânea do paciente.
– Compara-se ao início para avaliar mudanças emocionais imediatas.

8. Observações clínicas:
– Anotações internas do terapeuta sobre vínculo, hipóteses clínicas, resistências, riscos, medicação, etc.
– Espaço ético e técnico para monitoramento profissional.

Caso Clínico Completo – Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)

Paciente: "Laura", 24 anos – universitária de Psicologia

Queixa principal: Ansiedade intensa antes de apresentações e exposições orais


1. Entrevista Inicial e Formulação Cognitiva (modelo de Beck)

Situação atual:
Laura evita seminários, apresenta sudorese, taquicardia, sensação de que “vai travar”. Recusa convites para liderar atividades em grupo. Refere pensamentos como: “Vão perceber que sou burra” ou “Se eu gaguejar, vão rir de mim”.

Histórico:
Sempre foi boa aluna, mas perfeccionista. Relata críticas constantes do pai em situações de exposição pública na infância (“Você não pode errar”, “Fale direito”).

Crença central: “Se eu errar, serei rejeitada”
Crença intermediária: “Preciso parecer perfeita o tempo todo”
Estratégia desadaptativa: Evitação de situações de exposição, autocrítica


2. Objetivos terapêuticos:

  • Reduzir ansiedade diante de exposições
  • Identificar e modificar pensamentos automáticos negativos
  • Desenvolver autocompaixão e enfrentamento gradual
  • Aumentar tolerância ao erro e à imperfeição

3. Técnicas aplicadas na TCC

a) Psicoeducação sobre ansiedade e ciclo pensamento–emoção–comportamento

“Ansiedade é uma resposta do corpo. Ela se intensifica quando acreditamos sem questionar os pensamentos negativos.”

Laura aprende a identificar pensamentos automáticos e a ligação com o comportamento de evitação.

b) Lista de distorções cognitivas

Pensamento automático:
“Se eu errar uma palavra, vão achar que sou incompetente.”

Distorções identificadas:

  • Leitura mental
  • Catastrofização
  • Raciocínio emocional
  • Deveria/Preciso

c) Questionamento socrático

“Qual a evidência de que vão te julgar negativamente?”
“Já viu alguém errar e ser acolhido?”
“Você exige de outros o mesmo padrão que exige de si?”

Pensamento alternativo:
“Posso errar e ainda assim ser respeitada. Pessoas reais também gaguejam.”

d) Mindfulness para lidar com antecipação ansiosa

Prática semanal de atenção plena à respiração, observando pensamentos sem se identificar com eles.

Benefício: Aumento de consciência e redução da reatividade emocional.

e) Treino de exposição graduada (enfrentamento comportamental)

  1. Gravar áudios de si mesma falando por 1 min
  2. Falar com colega de sala sobre o tema do seminário
  3. Apresentar seminário com apoio visual e estratégias de respiração
  4. Celebrar avanços, mesmo que pequenos

4. Tarefa de casa semanal

Registro de pensamento:

Situação: Ensaiando seminário
Pensamento: “Vai ser um desastre”
Emoção: Ansiedade (8/10)
Distorção: Catastrofização
Pensamento alternativo: “Posso me preparar e confiar em mim”

Mindfulness:
1 minuto por dia antes dos estudos

Ação de enfrentamento:
Expor-se em pequenos desafios orais e registrar o resultado


5. Cartão de enfrentamento (digital + impresso)

Frente:
“E se eu errar durante a apresentação?”

Verso:

  • Respire. Você pode errar e ainda ser respeitada.
  • Errar é parte do processo de aprender.
  • Pense como você trataria um amigo na mesma situação.
  • Você se preparou. Confie no seu valor.

6. Avaliação de progresso (sessão 8)

  • Redução da ansiedade antecipatória de 9/10 para 5/10
  • Participou de apresentação em grupo e relatou alívio após o evento
  • Maior autocompaixão e menor necessidade de perfeição
  • Engajada nas tarefas de casa e nas práticas de mindfulness

7. Encaminhamentos futuros:

  • Fortalecer habilidades de comunicação assertiva
  • Trabalhar núcleo de autocrítica com esquemas de exigência
  • Criar rotina de autocuidado com base no autoconceito real

Sessão 2 – 14/03/2021

A paciente compareceu à sessão demonstrando ansiedade moderada, relatando forte insegurança diante da possibilidade de realizar apresentações acadêmicas. Referiu pensamentos automáticos negativos frequentes, com conteúdo de autocrítica e medo intenso de julgamento.

Durante a sessão, foi realizada psicoeducação sobre distorções cognitivas, com identificação de padrões como leitura mental e catastrofização. Inicialmente demonstrou dificuldade em distinguir pensamentos de fatos, mas com auxílio do terapeuta iniciou o uso do registro de pensamentos.

Houve leve engajamento na tarefa proposta, com aceitação do desafio de observar seus pensamentos durante a semana. Foi sugerida como tarefa o preenchimento de três registros. A paciente saiu da sessão com humor mais estável e verbalizando compreensão inicial de como seus pensamentos influenciam sua ansiedade.


Sessão 6 – 11/04/2021

A paciente retornou apresentando sinais de progresso clínico, relatando diminuição da ansiedade antecipatória e maior disposição para o enfrentamento de situações sociais. Compartilhou que conseguiu realizar um ensaio do seminário com uma colega, aplicando técnicas de respiração consciente e autorregulação previamente discutidas.

Demonstrou maior compreensão e flexibilidade frente a crenças disfuncionais como “não posso errar”, reconhecendo tais pensamentos como distorcidos. Utilizou o questionamento socrático com mais autonomia e construiu um cartão de enfrentamento com frases alternativas funcionais.

Evidenciou melhora na tolerância ao desconforto e maior senso de controle sobre suas reações. A tarefa de casa envolveu o uso do cartão de enfrentamento e o monitoramento emocional antes e após a apresentação. Evolui com sinais consistentes de fortalecimento da autoeficácia e reestruturação cognitiva em andamento.


Principais indicadores de evolução entre as sessões:

Aspecto Sessão 2 Sessão 6
Reatividade emocional Ansiedade moderada, paralisante Ansiedade leve, com autorregulação
Pensamentos automáticos Crenças rígidas não questionadas Questionamento ativo e flexível
Participação em atividades Evitação de exposição Enfrentamento com ensaio prático
Técnicas cognitivas Início do uso do registro Uso autônomo de questionamento e cartão
Tolerância ao desconforto Baixa Aumentada

Paciente: M.S. – 27 anos

Demanda principal: Ansiedade social, autocrítica, medo de se expor


FICHA DE EVOLUÇÃO – Sessão 2

Data: 14/03/2021
Sessão: 2
Terapeuta: Francisco

1. Humor inicial (0-10): 4
Emoções: Ansiedade, insegurança
Pensamentos predominantes:
"Todos vão perceber que sou uma fraude. Melhor não tentar."

2. Tarefa anterior: Parcialmente realizada – Mariana tentou observar seus pensamentos antes de uma aula, mas se sentiu confusa.

3. Temas da sessão:
- Introdução à lista de distorções cognitivas
- Primeiros registros de pensamento automático
- Psicoeducação sobre o impacto do pensamento distorcido

4. Técnicas utilizadas:
(x) Psicoeducação
(x) Registro de pensamentos
(x) Escala emocional

5. Aprendizados:
- Identificou distorções como catastrofização e leitura mental
- Percebe que seus pensamentos não são fatos

6. Evolução observada:
- Início de consciência dos pensamentos
- Ainda insegura, mas mais engajada
- Adere ao modelo de registro

7. Tarefa de casa:
- Preencher 3 registros de pensamentos automáticos
- Observar em quais momentos sente maior tensão

8. Humor final: 5
Frase do paciente: "Talvez eu exagere um pouco, mas é difícil controlar."


FICHA DE EVOLUÇÃO – Sessão 6

Data: 11/04/2021
Sessão: 6
Terapeuta: Francisco

1. Humor inicial (0-10): 6
Emoções: Ansiedade leve, autoconfiança surgindo
Pensamentos predominantes:
"Estou nervosa, mas talvez consiga lidar com isso."

2. Tarefa anterior: Realizada – Ensaio do seminário com uma colega, registro de pensamentos e prática de mindfulness

3. Temas da sessão:
- Preparação emocional para apresentação
- Aplicação de cartão de enfrentamento
- Questionamento socrático sobre crença de incompetência

4. Técnicas utilizadas:
(x) Questionamento socrático
(x) Mindfulness
(x) Cartão de enfrentamento
(x) Reestruturação cognitiva

5. Aprendizados:
- Pensamentos como "não posso errar" são rígidos
- Passou a aceitar o desconforto como parte do processo
- Usou respiração consciente antes do ensaio

6. Evolução observada:
- Redução de ansiedade (de 8 para 5/10)
- Participou mais em sala sem evitar
- Começa a se ver como capaz, mesmo com falhas

7. Tarefa de casa:
- Apresentar seminário e fazer novo registro emocional antes/depois
- Usar cartão de enfrentamento na véspera

8. Humor final: 7
Frase do paciente: "Vai ser difícil, mas eu tenho mais controle agora."


Comparação entre Sessão 2 e Sessão 6:

Elemento Sessão 2 Sessão 6
Humor inicial 4 6
Predominância cognitiva Autocrítica severa Pensamento realista moderado
Técnicas aplicadas Psicoeducação + registro Questionamento + enfrentamento
Engajamento Parcial, ainda insegura Completo, com proatividade
Emoções ao final Leve reconhecimento de exagero Confiança surgindo
Tarefa de casa Observar pensamentos Executar apresentação com autorregulação

Modelo de Tarefa/Atividade de Casa – TCC para Adultos Jovens

1. Atividade de casa: Registro de Pensamentos

Objetivo: Identificar distorções cognitivas e reformular pensamentos

Instruções para o paciente:

“Escolha um momento do dia em que sentiu uma emoção intensa (ex: ansiedade, frustração, tristeza). Anote o que aconteceu, o que você pensou, o que sentiu, e use as perguntas para ver se há outra forma de pensar.”

Modelo de registro (simplificado para uso em casa):

Situação Pensamento automático Emoção (0 a 10) Distorção Pensamento alternativo
A professora pediu para eu apresentar um trabalho de última hora. "Eu vou travar na frente de todo mundo. Vão perceber que sou péssima." Ansiedade (9), Vergonha (8) Catastrofização, Leitura mental, Generalização "É normal sentir nervosismo, mas eu posso respirar fundo e me preparar. Já consegui antes. As pessoas estão mais focadas no conteúdo do que em me julgar."

2. Tarefa de casa: 1 minuto de Mindfulness por dia

Objetivo: Desenvolver observação dos pensamentos e autorregulação emocional

Instruções:

“Durante a semana, reserve 1 minuto por dia para observar sua respiração. Quando perceber um pensamento, apenas diga mentalmente: ‘Pensamento’. Volte à respiração. Não precisa julgar nem mudar nada.”

Dica bônus: envie um áudio curto ou uma música instrumental como suporte.


3. Tarefa de casa: Aplicando o pensamento socrático

Objetivo: Enfrentar pensamentos negativos com perguntas que tragam clareza

Instruções:

“Escolha um pensamento difícil que teve durante a semana e responda a pelo menos 3 perguntas abaixo.”

Perguntas para refletir (pode entregar em um cartão impresso ou imagem digital):

  • Que evidência eu tenho de que isso é verdade?
  • Há outra forma de interpretar essa situação?
  • Se um amigo estivesse pensando isso, o que eu diria a ele?
  • Esse pensamento me ajuda ou me atrapalha?

Cartão de enfrentamento para levar consigo (imprimível ou digital):

Frente:
Pensamento difícil:
“E se eu fracassar?”

Verso:

  • Respire fundo
  • Isso é só um pensamento, não um fato
  • Você já passou por outras dificuldades
  • Você está aprendendo, não precisa acertar sempre
  • O que você diria a um amigo agora?

Resumo de tarefas para a semana:

  • Preencher 3 registros de pensamento
  • Praticar 1 minuto de mindfulness por dia
  • Responder a 3 perguntas socráticas para um pensamento difícil
  • Levar o cartão de enfrentamento com você e consultar sempre que sentir-se sobrecarregado

Estrutura de uma Sessão de TCC

1. Boas-vindas e acolhimento

Chegada, conexão com o paciente e escuta empática.

2. Check-in emocional

“Como foi a sua semana? Houve algo marcante?”

3. Revisão da sessão anterior

  • Relembrar o tema trabalhado
  • Avaliar como foi a tarefa de casa, valorizando tentativas

4. Definição da agenda da sessão

  • Negociação colaborativa: “O que você gostaria de focar hoje?”
  • Terapeuta propõe foco alinhado com os objetivos do tratamento

5. Trabalho com o conteúdo central

  • Exploração de eventos recentes
  • Identificação de pensamentos automáticos, emoções e comportamentos
  • Aplicação de técnicas como questionamento socrático, reestruturação cognitiva, mindfulness, entre outras
  • Treino de habilidades e psicoeducação

6. Síntese da sessão

  • Revisar o que foi aprendido
  • Verificar se houve clareza, dúvidas, resistência ou avanços

7. Tarefa de casa

  • Propor uma prática com sentido: diário, enfrentamento ou exercício de autoobservação
  • Confirmar se o paciente entendeu e sente-se capaz de realizá-la

8. Feedback final

“O que você leva da sessão de hoje?”

Espaço para que o paciente compartilhe como foi a experiência terapêutica.

Importância do Contrato Terapêutico

O contrato de prestação de serviços psicoterápicos é um documento fundamental para garantir a transparência e o entendimento mútuo entre o psicólogo e o paciente. Ele estabelece as condições, direitos e responsabilidades de ambas as partes, assegurando um acompanhamento terapêutico seguro e eficiente. Esse documento ajuda a construir uma base de confiança e clareza, essencial para o sucesso do processo terapêutico.

Para dar continuidade ao seu atendimento, é importante que leia atentamente o contrato e, caso esteja de acordo, acesse o link abaixo para formalizar seu compromisso com o acompanhamento terapêutico.


Acessar Contrato Terapêutico

O Aplicativo é um recurso que complementa as sessões de terapia, tornando o acompanhamento psicológico ainda mais eficaz. Baixe agora, é grátis! Faça seu cadastro e aproveite essa ferramenta no seu processo de autoconhecimento e bem-estar.

Imagem do post

Faça seu cadastro

Baixar na App Store

Baixar aplicativo do paciente

Baixar no Google Play

Baixar aplicativo do paciente


Siga-me para conteúdos semanais.

Agende sua Sessão Consentimento de Cookies Consulte aqui
Horários disponíveis


WhatsApp
Psicólogo Francisco Ivani
WhatsApp
1